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terça-feira, 17 de outubro de 2017

CITAÇÃO DO DIA

“Chegar ao topo e ser reconhecido é agradável, mas a questão é o que se teve de deixar de lado para chegar lá, incluindo a diversidade de vida e, mais, o essencial à vida. Se a pessoa abandona o essencial, ela perde a identidade.”  (MARIO SERGIO CORTELLA)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

BALANÇA COMERCIAL TEM SUPERÁVIT DE US$ 2,48 BILHÕES NA PARCIAL DE OUTUBRO
A balança comercial brasileira registrou, até o dia 15, superávit (exportações maiores que importações) de US$ 2,48 bilhões no acumulado de outubro, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Nas duas primeiras semanas do mês, as exportações brasileiras somaram US$ 8,34 bilhões, com alta de 35,2% sobre o mesmo período de 2016. Já as importações somaram US$ 5,85 bilhões, aumento de 14,4% na mesma comparação. Cresceram, no acumulado de outubro, as vendas ao exterior de produtos básicos (+46,2%), de manufaturados (+22,9%), e também as exportações de produtos semimanufaturados (+33,3%).
Do lado das importações, cresceram as compras de aeronaves e peças (+72,6%), combustíveis e lubrificantes (+68,1%), borracha e obras (+26%), equipamentos eletroeletrônicos (+24,4%) e adubos e fertilizantes (+17,9%).
ACUMULADO DO ANO
Na parcial do ano, até 15 de outubro, a balança comercial brasileira registrou superávit (exportações maiores que importações) de US$ 55,76 bilhões. O superávit registrado na parcial de 2017 é recorde. No mesmo período do ano passado, a balança também registrou saldo positivo, mas menor: US$ 37,33 bilhões. O saldo comercial do acumulado de 2017 supera, ainda, o resultado positivo de todo ano passado (US$ 47,7 bilhões), que era o maior da série histórica, que começa em 1989. Na parcial de 2017, até setembro, as exportações somaram US$ 172,94 bilhões, com média diária de US$ 877 milhões (alta de 19,2% sobre o mesmo período do ano passado). Já as importações somaram US$ 117,18 bilhões, ou US$ 594 milhões por dia útil (aumento de 8,5% em relação ao mesmo período de 2016).
PREVISÕES
A expectativa do mercado financeiro para este ano, segundo pesquisa do Banco Central, é que o saldo positivo da balança comercial alcance US$ 63,7 bilhões. O Banco Central, por sua vez, prevê superávit da balança comercial de US$ 61 bilhões para 2017, enquanto o Ministério do Desenvolvimento estima um saldo comercial positivo acima de US$ 60 bilhões para este ano.

CIENTISTAS ENCONTRAM METADE DA MATÉRIA QUE ESTAVA "PERDIDA" NO UNIVERSO
Talvez você ainda não tenha sido apresentado à massa bariônica, ou os bárions como é carinhosamente chamado, mas com certeza já a conhece. Ela forma tudo que está a sua volta. O computador, seu cachorro, as estrelas, os planetas. É tudo que é formado por prótons e nêutrons, assim como os átomos que juntos formam o que você conhece como você mesmo. Até por isso é chamada de matéria normal. Mesmo estando em tudo, se levar em consideração o Universo todo, existe pouco dela. Estimando o volume de átomos de hélio e hidrogênio, os mais simples e primeiros a serem formados nos primeiros 20 minutos após o Big Bang, astrofísicos chegaram à conclusão de que apenas 4.6% do universo que habitamos é feito de bárions. Outros 70% de energia escura e 23% de matéria escura. É aí que as coisas ficam um pouco difíceis para os astrofísicos. Além de não saberem direito o que são esse monte de matéria escura (só é possível saber que existem por sua força gravitacional), conseguem observar cerca de 10% da massa bariônica, contando seu cachorro, eu e o planeta Júpiter. De resto o que existem são hipóteses. Dois times de pesquisadores, sendo um do Instituto Espacial de Astrofísica de Orsay, na França, e da Universidade de Edimburgo, na Escócia, foram a fundo em uma delas — que também é a mais aceita. Todas as galáxias existentes juntas compõe uma gigantesca teia cósmica, que são ligadas por filamentos de gás quente. O problema é que ela é muito fina (se considerar o tamanho do Universo) e não é quente o bastante para ser observado por telescópios de raio X, como é o caso do Hubble. Nenhum equipamento já inventado consegue observar esses gases. Mas isso não significa que não dá para mostrar que eles de fato existem. E foi isso que fizeram as equipes de pesquisadores, se aproveitando de um fenômeno chamado Efeito Sunyaev-Zel’dovich. Quando o que restou da luz emitida pelo Big Bang, chamada de radiação cósmica de fundo em micro-ondas, passa por um gás quente, ele espalha os elétrons do gás, deixando uma marca. Os pesquisadores passaram a analisar onde provavelmente estariam localizados esses filamentos entre milhares de galáxias. Encontraram um volume de gás mais denso entre elas. O que seria o equivalente a metade dos bárions que se estima existir no universo, e estavam perdidos. Outra boa parte dele segue no mistério. Para os experimentos, foi considerado que esses filamentos seguem em uma linha direto entre uma galáxia e outra, o que provavelmente não está correto, de acordo com o astrônomo J. Michael Shull, da Universidade de Colorado, nos Estados Undiso, em entrevista para a revista Science. É mais provável que esses filamentos se apresentem de forma bem mais complexa. O Universo continua a nos surpreender. 

POLÍCIA DE DUBAI TERÁ 'MOTO VOADORA' PARA PATRULHA

Conhecida por sua ampla frota de carros esportivos, a polícia de Dubai anunciou uma parceria com a empresa russa Hoversurf, especializada em drones, para o uso do veículo conhecido como "moto voadora" em suas operações. O CEO da empresa afirmou que o acordo com a polícia de Dubai prevê a produção do veículo na região dos Emirados Árabes. No futuro, o objetivo é utilizar a "moto voadora" para passar por cima do tráfego de veículos ou transpor outros tipos de obstáculos. Com quatro hélices, a Scorpion 3 pode levar um motociclista aos céus. Ele utiliza dois joysticks para controlar o voo. Sua velocidade máxima é de 70 km/h, podendo chegar a cinco metros de altura e com uma autonomia de voo de 25 minutos. Como um drone, o veículo possui sistemas que regulam a altitude e a velocidade para prevenir acidentes e também pode ser controlado remotamente, sem o piloto. Movido a energia elétrica, o modelo poderia ser utilizado como meio de transporte, além de táxi ou para fazer entregas. 

VOCÊ SABIA?

QUEM INVENTOU A CAIXA-PRETA?
A caixa-preta revolucionou a aeronáutica. Segundo as normas internacionais de aviação, as caixas-pretas são obrigatórias em todos os voos comerciais, já que registram os dador de viagem e são fundamentais na investigação de acidentes aéreos. Graças a elas, nove em cada dez acidentes podem ser explicados. Por isso, há um enorme esforço nas buscas pela caixa-preta do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido em 2014. Assim como em outras invenções sofisticadas, a caixa-preta não tem um inventor único, mas o primeiro protótipo data de 1939 e foi desenhado pelo engenheiro francês François Hussenot. Tratava-se de uma caixa rudimentar feita de filme fotográfico equipada com espelhos. Os sensores a bordo jogavam flashes em um filme fotográfico e, assim, o histórico do voo era gravado. Ciente da importância de sua invenção, acredita-se que Hussenot escondeu a invenção do Exército alemão, enterrando-a perto de uma praia no Oceano Atlântico em junho de 1940. A guerra aperfeiçoou a tecnologia, que foi estendida a voos comerciais de todo o mundo. Depois da guerra, alguns dispositivos utilizavam fotografia e outros imprimiam os dados em bobinas de alumínio.
ÁUDIO 
Mas nenhum equipamento ainda gravava o áudio a bordo. Por isso, a caixa-preta propriamente dita é obra do químico e engenheiro de aviação australiano David Warren. Em 1953, sua ajuda foi solicitada para esclarecer a causa de uma série de acidentes aéreos. Especialistas tentavam entender por que vários aviões Comet tinham caído sem nenhuma explicação, o que colocou em dúvida o futuro dos voos comerciais. Um ano depois, Warren propôs a instalação de um dispositivo de gravação da cabine do piloto. Em 1958, Warren produziu o protótipo da "Unidade de Memória de Voo". Essa primeira versão era um pouco maior do que a mão de um adulto, mas capaz de gravar quatro horas de conversas de cabine e leituras dos controles. A versão de Warren gravava o áudio em uma bobina de aço magnetizada. Para surpresa de Warren, o dispositivo foi inicialmente rejeitado pelas autoridades de aviação, que encontraram "pouco benefício direto e imediato a aeronaves civis", enquanto pilotos disseram que era um "Big Brother" de espionagem. Quando Warren levou sua invenção ao Reino Unido, foi recebido com entusiasmo e, depois de uma reportagem da BBC, fabricantes começaram a interessar-se pelo dispositivo. Enquanto isso, nos EUA já havia investigações sobre o aparelho e, em 1960, se davam os primeiros passos para fazer com que o dispositivo fosse obrigatório. Em meados dos anos 1960, os gravadores de voo - de dados e de voz – tornaram-se obrigatórios para aviões comerciais. Atualmente, computadores substituíram a fita magnética e os aparelhos podem gravar mais dados e têm maior probabilidade de sobreviver a um impacto.
NEM CAIXA, NEM PRETA 
A caixa-preta é, na verdade, dois dispositivos: o gravador de dados de voo do avião e de voz da cabine. Ambos são montados na cauda. Ela não tem que ter o formato de uma caixa. De acordo com os regulamentos da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, o dispositivo pode ter uma variedade de formas - incluindo esferas e cilindros - desde que não seja muito pequeno, para que seja encontrado nos destroços do avião em caso de acidente. Atualmente, todas as caixas-pretas têm de ser laranja para serem facilmente localizadas. Uma possível explicação para a designação "preta" é que o dispositivo funcionava como uma câmera e, por isso, seu interior deveria ser totalmente escuro. O nome "caixa-preta" poderia ter vindo também após um funcionário do governo britânico, em 1958, se referir ao aparelho usando a gíria da Segunda Guerra Mundial para os equipamentos de aeronaves. Elas são feitas de materiais duráveis, como titânio, e isoladas para resistir a um impacto de choque muitas vezes superior à força da gravidade, a temperaturas acima de 1000 °C até 30 minutos e à imensa pressão do fundo do mar. As medidas foram implantadas para garantir, em teoria, que investigadores de acidentes possam recuperar as gravações, compilar um quadro completo dos últimos momentos de um avião e, em seguida, explicar exatamente o que deu errado. 

BIOGRAFIA DE CELEBRIDADES

BIOGRAFIA DE ANTÔNIO FAGUNDES
Antônio Fagundes (1949) é um ator brasileiro de televisão, teatro e cinema. É considerado um dos atores mais carismático da televisão brasileira. Antônio da Silva Fagundes (1949) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 18 de abril de 1949. Com oito anos mudou-se com sua família para a cidade de São Paulo. Começou no teatro no Colégio Rio Branco, participando de mantagens de peças teatrais. Sua primeira atuação foi na peça “A Ceia dos Cardeais” com apena 14 anos. Em 1966, ganhou seu primeiro prêmio como ator, no IV Festival de Teatro Amador, com a peça “Atlantic’s Queen”. Em 1968 ingressou no Teatro de Arena de São Paulo. Seu primeiro papel na televisão foi na novela “Antônio Maria”, em 1968, na TV Tupi. A partir de então, seguiu uma carreira bem sucedida na televisão. Entre as primeiras novelas em que atuou destacam-se: “Saramandaia” (1976), “Nina” (ganhou o prêmio de melhor ator da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1977) e “Dancin’ Days” (1978). Antônio Fagundes atuou como protagonista, ao lado de Stênio Garcia, na série "Carga Pesada", exibida entre 1979 e 1981, na Rede Globo. Carga Pesada foi sucesso de audiência. Ainda na década de 80, destacou-se nas novelas “Corpo a Corpo” (1985) e “Vale Tudo” (1988). A partir dos anos 90, atuou de forma intensa na TV e obteve sucesso interpretando personagens que se tornaram populares do público brasileiro como “Felipe Barreto” na novela “O Dono do Mundo” (1991), “José Inocêncio” em “Renascer” (1993), “Otávio César Jordão” em “A Viagem” (1994), “Bruno Mezenga” em “O Rei do Gado” (1996/97), “Atílio Novelli” em “Por Amor” (1997/98), “Gumercindo” em “Terra Nostra” (1999/2000), “Felix” em “Porto dos Milagres” (2001) e o italiano “Giuliano” em “Esperança” (2002/2003). Após alguns anos longe das novelas, Antônio Fagundes voltou interpretando “Juvenal” em “Duas Caras” (2007). Em seguida vieram: “Negócios da China” (2008), “Insensato Coração” (2011), “Gabriela” (2012), “Amor a Vida” (2013), “Meu Pedacinho de Chão” (2014) e “Velho Chico” (2016). Antônio Fagundes atuou também no cinema, com destaque para os filmes “Bossa Nova” (2000) e “Deus é Brasileiro” (2003). Entre outros prêmios, recebeu o Troféu Imprensa de melhor ator de televisão no papel de Felipe Barreto em “O Dono do Mundo” (1991) e com José Inocêncio em “Renascer” (1993). 

CIRCULA NA INTERNET

CONHEÇA A VIDENTE QUE VÊ O FUTURO LENDO O ÂNUS DAS PESSOAS 

Uma vidente espanhola vem chamando a atenção nas redes sociais. Ela garante que adivinha seu futuro somente olhando para seu ânus. A jornalista Antía Castedo foi até a casa da vidente ver isso de perto. Ela conta que foi a primeira vez que olharam para a bunda dela para analisar algo. Antía disse que chegou lá, entrou em um reservado, tirou as calças e ficou de costas para Sandra Amos, que estava sentada em uma cadeira. 
"Todos levamos o futuro escrito em nosso traseiro" - é o que acha Sandra. Para ela, as nádegas são uma espécie e enciclopédia de nossas vidas. 
A nádega esquerda expressa o passado, enquanto que o futuro está escondido entre o músculo, a carne e as celulites da nádega direita. 
A vidente ainda afirmou que tem um dom que a permite ler a alma das pessoas através de qualquer meio. 

IMAGEM DO DIA

Uma bela imagem em Alentejo, a maior região de Portugal mas também a menos habitada, onde as horas passam a uma velocidade mais lenta e o relógio parece não ser importante para os seus habitantes hospitaleiros, de tradições bem enraizadas e com um sotaque muito especial.

PIADA DO BLOG

RIQUEZA SEMÂNTICA: MEXE COM QUEM TÁ QUIETO!!!
Um político que estava em plena campanha chegou a uma  cidadezinha, subiu em um caixote e começou seu discurso:
- Compatriotas, companheiros, amigos! Nos encontramos aqui convocados, reunidos ou ajuntados para debater, tratar ou discutir um  tópico, tema ou assunto, o qual é transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou ajunta, é  minha postulação, aspiração ou candidatura à Prefeitura deste Município.
De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Escute aqui, por  que o senhor utiliza sempre três palavras para dizer a mesma coisa?
O  candidato responde:
- Pois veja, meu senhor: A primeira palavra é para  pessoas com nível cultural muito alto, como poetas, escritores, filósofos etc.  A segunda é para pessoas com um nível cultural médio como o senhor e a maioria  dos que estão aqui. E a terceira palavra é para pessoas que têm um nível  cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele bêbado ali jogado na  esquina.
De imediato, o bêbado se levanta cambaleando e  responde:
- Senhor postulante, aspirante ou candidato! (hic) O fato, circunstância ou razão de que me encontre (hic) em um estado etílico, bêbado ou mamado (hic) não implica, significa, ou quer dizer que meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou ralé mesmo (hic). E com todo o respeito, estima ou carinho que o Sr. merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou ajuntando (hic), seus pertences, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir diretinho (hic) à leviana da sua genitora, à mundana de sua  mãe biológica ou à puta que o pariu!

TEXTO DO BLOG

CARTA A ZÉ NINGUÉM
por Rinaldo Barros*

Estamos embrenhados apenas no nosso umbigo e na crença de que tudo o que não nos toca, não nos diz respeito.

Zé,
Sei que você não sabe ler direito e, se aprendeu, não gosta muito de ler, até porque a escola que você frequentou nunca incentivou o hábito em seus primeiros anos de vida. Mas, quero que saiba que existe um livro chamado "Escuta Zé Ninguém" de Wilhelm Reich (1896 a 1957), um psicanalista austríaco-americano, discípulo dissidente de Sigmund Freud. 
O livro é, na verdade, um apelo ao inconformismo, uma reflexão sobre o poder de cada zé-ninguém, isto é, de cada anônimo a nada poder, e ter direito apenas a obedecer e conformar-se; mas que, potencialmente, tem o poder de revoltar-se e mudar o caminho da sua era. 
Ou seja, o livro de Reich fala sobre o que nós, individualmente, podemos ou não fazer. O livro é ilustrado por uma foto da época do regime nazista na Alemanha, e mostra-nos um homem, um único homem, no meio de milhares de pessoas, a não agir coletivamente, mas a manter-se fiel àquilo em que intimamente acredita, independentemente das consequências. 
O homem era August Landmesser e, quando a fotografia foi publicada num jornal em 1991, foi reconhecido pela filha, que certamente se terá sentido orgulhosa ao comprovar que o seu pai, entre milhares, se tinha mantido sempre fiel às suas convicções.
O que me toca profundamente nesta foto emblemática é perceber que sim, sem dúvida alguma, a maioria de nós compactua com a corrupção, com a violência, e outras barbaridades da nossa sociedade, desde que não nos atinja diretamente ou a alguém muito próximo. 
Estamos embrenhados apenas no nosso umbigo e na crença de que tudo o que não nos toca, não nos diz respeito. É que a maioria de nós se conforma, levantando o braço ou balançando a cabeça em sinal de acordo, e só uma pequena minoria se manifesta para combater o sistema vigente, por mais inumano que seja. 
E por mais que nos custe, no nosso sentido moral de quem vive numa democracia e sem medo, convictos de que nos teriam horrorizado os campos de concentração nazista e os assassinatos em massa, a verdade crua é que maioria de nós teria compactuado com o sistema que todos nós hoje condenamos.
Compactuaríamos, sim, por conformismo ou por medo, sem questionar. 
E isto porque a maioria de nós ainda se acha apenas um zé-ninguém, sem importância, sem relevância numérica, e por isso prezando o conforto da segurança pessoal acima de tudo, achando que a revolta e miséria individuais não mudarão nada, e que por isso não vale a pena lutar; e, com medo, escolhe ficar quietinho, escondido no conforto do lar, sem fazer ondas pra não chamar a atenção dos poderosos.
Todavia, Reich ensinou que cada um de nós tem responsabilidade, sim, pelo que se passa à nossa volta e no mundo, e as maiores revoluções foram feita por conjuntos de zés-ninguém, que sozinhos não eram nada, mas que, em conjunto, foram conseguindo mudar as suas realidades, como surpreendentemente se tem visto em alguns países, árabes e europeus, ultimamente.
August Landmesser era um zé-ninguém igual a você, um zé-ninguém sem esperança de instaurar mudanças, mas ainda assim um zé ninguém que hoje é um símbolo do inconformismo, integridade e resistência ao que se considera profundamente errado, com uma foto reproduzida mundialmente. Tal como você, como todos nós também podemos ser. Basta ter coragem para fazer sempre o que achamos certo, mesmo quando parecer que estamos sós. 
Sei que você, Zé, não foi educado para ter coragem. Por isso, você escolhe permanecer com a vidinha que já conhece, ainda que não goste dela.
Zé Ninguém, eu lhe entendo. Não é que você não deseje a mudança, você a quer. Mas, você tem medo Zé, porque você foi "educado" para não assumir responsabilidades, você foi feito para se conformar.
Escuta Zé, tenho observado que você, aos poucos, está começando a deixar de ser besta. 
Já somos quase 40 mil almas inconformadas, só em Natal. Não é pouco. 
Quem sabe, na próxima?

(*) Rinaldo Barros é professor - rb@opiniaopolitica.com

INDICADORES DO BLOG

BOVESPA
O principal índice da bolsa paulista fechou perto da estabilidade na segunda-feira (16) com a cautela política voltando levantar dúvidas em relação ao andamento das reformas no Congresso Nacional, em sessão que teve a primeira etapa marcada por exercício de opções sobre ações, destaca a Reuters. O Ibovespa recuou 0,13%, a 76.891 pontos. 

COMMODITIES
UNIDADE
COMPRA
VENDA
VARIAÇÃO
Petróleo (Brent)
Barril
US$ 56,580
US$ 56,600
+1,13%
Ouro
Onça troy
US$ 1294,000
US$ 1295,470
0,0%
Prata
Onça troy
US$ 17,185
US$ 17,274
0,0%
Platina
Onça troy
US$ 928,500
US$ 933,500
0,0%
Paládio
Onça troy
US$ 972,500
US$ 978,500
0,0%

CÂMBIO
COMPRA
VENDA
VARIAÇÃO
Dólar com.
3,1717
3,1727
+0,75%
Dólar tur.
3,1500
3,3500
+0,9%
Euro
3,7405
3,7420
+0,6%
Libra
4,2009
4,2035
+0,55%
Pesos arg.
0,1830
0,1831
+0,88%







INDICADORES
VALOR
ATUALIZAÇÃO
Salário Mínimo
R$ 937,00
2017
Global 40
+112,32%
16.Out.2017
TR
0,0%
16.Out.2017
CDI
+8,14%
16.Out.2017
SELIC
+8,25%
06.set.2017







INFLAÇÃO
ÍNDICE
MÊS
VALOR
IPCA
Set.17
+0,16%
IPC-Fipe
Set.17
+0,02%
IGP-M
Set.17
+0,47%
INPC
Set.17
-0,02%


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

CITAÇÃO DO DIA

“Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.” (LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

COM RENDA MENOR, TRABALHADORES SEM CARTEIRA E AUTÔNOMOS PUXAM RECUPERAÇÃO DO EMPREGO EM 2017
A recuperação do mercado de trabalho brasileiro em 2017 é puxada pela expansão de vagas que tradicionalmente pagam menos e estão ligadas à economia informal: os empregos sem carteira assinada e os profissionais autônomos, os chamados trabalhadores por conta própria. E, neste ano, seus rendimentos médios estão ainda menores do que em 2016. No mercado formal, a situação é a oposta – há menos gente trabalhando com carteira assinada, mas o salário médio aumentou. É o que apontam dados da última Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad)  Contínua, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). O desemprego vem caindo mês a mês desde fevereiro. Em agosto, último dado divulgado, o número de desempregados no Brasil caiu 4,8%. Em relação ao mesmo período de 2016, no entanto, o número de pessoas sem trabalho aumentou 9,1%.


A realidade do mercado de trabalho brasileira é bastante desigual. Enquanto a quantidade de empregados com carteira assinada caiu 2,2% no trimestre encerrado em agosto, na comparação anual, a de trabalhadores sem carteira subiu 5,4%. Aumentou também o número de pessoas trabalhando por conta própria, com alta de 2,8%. O IBGE classifica o trabalhador por conta própria como aquele que desenvolve a própria atividade econômica e não possui empregado. A categoria abrange de camelôs a advogados. Um dos que deixou o emprego formal na crise e voltou ao mercado de trabalho como autônomo foi Carlos Junho, de 45 anos. Depois de 8 anos trabalhando com carteira assinada na área de administração, ele ficou desempregado em 2014. Sem conseguir emprego, apelou para a informalidade. Há um ano, ele trabalha como motorista na Uber. O trabalho de motorista de Uber paga as contas, mas Carlos Junho não está confortável com a condição informal do trabalho. “O problema é você não ter garantia nenhuma. Hoje você tem, amanhã, quem sabe?”, destacou.
RENDA MENOR
Os dados também mostram que os trabalhadores por conta própria e sem carteira assinada estão ganhando menos. Enquanto os trabalhadores com carteira tiveram aumento médio de 3% em seus rendimentos, os que não possuem carteira tiveram queda de 2,2% e os que trabalham por conta própria, de 2,4%, já considerando os efeitos da inflação. Ao mesmo tempo, o rendimento dos empregadores subiu 8%. Ele destaca ainda que, entre os profissionais autônomos, os mais prejudicados são os informais. “A vasta maioria dessas pessoas está em situação mais difícil. A gente tem muito mais camelôs do que advogados e contadores”, ilustra Carneiro. Segundo o IBGE, 81,6% dos trabalhadores por conta própria são informais - não tem Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) - e 70% não contribuem com a Previdência Social. Dentre os quase 13 milhões de trabalhadores sem carteira assinada, 80,6% também não contribuem com a Previdência.
DO EMPREGO FORMAL AO BICO
Francisco Cleiton, de 38 anos, trabalhou por mais de 15 anos no ramo de construção civil. Perdeu o emprego com carteira assinada na crise em 2015, junto com outros familiares. Hoje, a família faz comida em casa e vende marmitas na rua. Cleiton conta que a quantidade de horas trabalhadas caiu – assim como a renda familiar. “O lado positivo de trabalhar informal é que a gente chega aqui, vende e quando acaba vai embora. Não tem que cumprir horário”. O lado negativo, enfatiza ele, é a incerteza quanto ao futuro do negócio e o fato de estar desprovido de garantias trabalhistas, como férias, 13º salário e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA
O crescimento do trabalho sem carteira e por conta própria, mesmo com menos garantias e rendimento menor, “é reflexo da crise acentuada que tivemos”, como explica o economista Sergio Firpo, professor do Insper. “Isso faz com que o novo trabalhador acabe, nessa situação emergencial, aceitando salários menores do que o de costume, e possivelmente no mercado informal”.  O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, diz que a condição de informalidade “não é boa no médio e longo prazo”. “Quando essas pessoas não estão amparadas pelo emprego formal, elas não têm acesso ao crédito, por exemplo. Isso é prejudicial tanto para o trabalhador quanto para o próprio país, já que você tem menos gente contribuindo com a Previdência e menos gente tendo acesso ao consumo”, diz Azeredo.
NOVOS POSTOS: SALÁRIOS MENORES E MENOS QUALIFICAÇÃO
As vagas formais criadas neste ano oferecem salários menores que os postos que foram fechados. Firpo, do Insper, aponta que aqueles que perderam o emprego no segundo trimestre de 2017 tinham uma renda 9,7% maior, em média, do que os que foram contratados no mesmo período. Mas a diferença de valores já foi maior em 2016, de cerca de 12,6%, e vem diminuindo. Firpo explica que, em um movimento de recuperação de crise como o de agora, o mercado de trabalho formal geralmente reabsorve primeiro os empregados de menor custo para as empresas – ou seja, os menos qualificados são os primeiros a se reposicionar. “As pessoas com menos experiência, mais jovens, têm um custo menor para a empresa empregar”, aponta o economista. Francisco Cleiton sentiu isso pessoalmente enquanto procurava emprego. “No auge da construção tinham vagas de encarregado de obras de R$ 4 mil. Agora a oferta é de R$ 1,8 mil”, diz ele, que mesmo fazendo "quentinhas" para vender, segue tentando uma vaga com carteira assinada na área em que atuava antes. Isso não tem acontecido só na construção civil. A analista financeira Luíza Baeta, de 28 anos, procura emprego desde julho, quando a empresa na qual trabalhava informou aos funcionários que iria encerrar as atividades em setembro. Em três meses de procura, não conseguiu outro trabalho. Os economistas explicam que a oferta de salários menores é comum num momento de retomada da economia. “Você está diante de uma recessão, onde as empresas estão tentando reduzir gastos de todas as formas. É natural que isso se reflita, também, na oferta salarial”, aponta Azeredo. Não é só teoria, como mostra a experiência de Cleiton. “Recentemente eu perdi uma vaga de pintor porque a empresa disse que minha capacitação era maior do que podiam pagar.” 

EXERCÍCIO DE DEFESA DURANTE PASSAGEM DE ASTEROIDE FOI BEM SUCEDIDO
Um pequeno asteroide muito brilhante passou muito perto da Terra na quinta-feira (12) e, embora não representasse nenhum perigo, permitiu aos cientistas se prepararem para o dia em que um destes objetos significar uma ameaça real. "Considero que o exercício foi um grande sucesso", declarou à AFP Detlef Koschny, co-diretor do setor de Objetos próximos da Terra (Near-Earth Objects) da Agência Espacial Europeia (ESA). "Agimos como se fosse um objeto 'crítico' e nos exercitamos no plano de troca de informações, utilizando telescópios e sistemas de radar", acrescentou o cientista. "Estávamos bem preparados e a maioria das observações e comunicados funcionaram como previsto", ressaltou. Batizado de "2012 TC4", o asteroide se deslocou entre a Terra e a Lua a uma distância mínima menor que 44.000 km, mas longe dos 36.000 km em que os satélites geoestacionários de telecomunicações orbitam. A passagem do asteroide "não era preocupante, mas aproveitaremos para treinar", disse Detlef Koschny. "Assim, o dia em que chegar um objeto realmente perigoso, teremos ensaiado várias vezes antes", acrescentou. O exercício foi coordenado pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, junto com a Nasa, a ESA e vários observatórios do mundo. Tratou-se de um "objeto muito pequeno, menor do que o previsto, medindo entre 10 e 12 metros", segundo Koschny. O asteroide 2012 TC4 "é muito brilhante e reflete cerca de 40% de sua luz", indicou Detlef Koschny, acrescentando que ele gira em torno de si mesmo em 12 minutos, "o que é muito rápido". A passagem de asteroides perto da Terra "é bastante frequente", mas o que "faz com que este seja um evento especial" é que a rocha foi objeto de "um exercício de defesa planetária", disse à AFP Michael Kelley, da divisão Estudos de Planetas da Nasa. Vários observatórios no mundo puderam acompanhar simultaneamente o objeto nos últimos dias e até mesmo alguns amadores conseguiram fazer imagens, de acordo com o cientista. Contudo, alguns telescópios tiveram dificuldades. Esse foi o caso do de Arecibo em Porto Rico, que parou de funcionar após a passagem recete de furacões na região. "Mas por sorte, um outro radar americano pode ser utilizado nas últimas noites", explicou Detlef Koschny. "Exatamente por isso fizemos esse exercício: para não sermos surpreendidos por esse tipo de coisa", ressaltou. O objeto, que dá uma volta completa no Sol em 609 dias, foi descoberto há cinco anos, antes de desaparecer de vista. Voltou a ser detectado de novo este ano pelo telescópio VLT do Observatório Europeu Austral, no Chile, permitindo aos astrônomos calcularem sua trajetória com precisão. Assim, determinaram que na sua próxima passagem perto da Terra, em 2050, sua órbita terá sido modificada e que não colidirá com o planeta. Mas não é impossível que isso aconteça em 2079, segundo os especialistas. O asteroide tem um tamanho similar ao meteorito de 20 metros de diâmetro que se desintegrou sobre a cidade de Cheliabinsk, no centro da Rússia, em fevereiro de 2013. Ao perceber a bólide luminosa no céu, as pessoas correram para as janelas, mas a onda de choque fez com que os vidros quebrassem. Houve mais de 1.300 feridos. Se o asteroide 2012 TC4 pudesse se chocar contra a Terra, não seria necessário, a princípio, evacuar a população, mas simplesmente "advertir as pessoas de que se afastassem das janelas", segundo Koschny.

EUA REJEITAM PROPOSTA DE TAXAR GIGANTES DA TECNOLOGIA
O secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, anunciou no sábado (14) que Washington não apoia uma proposta da França de taxar quatro gigantes da tecnologia - Google, Apple, Facebook e Amazon - por seu volume de transações. "Acho que o conceito de impostos sobre o volume de vendas não tem sentido, e acho que não é a direção correta", disse Mnuchin à imprensa à margem da reunião entre o FMI e o Banco Mundial. O ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, defendeu esta semana em Washington a proposta de seu governo de taxar os gigantes tecnológicos da Internet por seu volume de vendas e não por seus lucros.
LACUNAS NA LEI
Essa mudança se propõe a evitar que as gigantes da tecnologia aproveitem lacunas nos códigos tributários dos 28 países da União Europeia, que em alguns casos lhes permite pagar quantidade ínfimas de impostos. Mas Mnuchin descartou na sexta-feira apoiar essa iniciativa e reafirmou que sua prioridade no Tesouro americano é impulsionar uma reforma tributária. "As empresas americanas são taxadas em todo o mundo. São taxadas em outras jurisdições. Então não é que as companhias de Internet não sejam taxadas", disse Mnuchin. No entanto, admitiu que "quando se paga taxas no exterior recebe um crédito tributário nos Estados Unidos". O funcionário americano assinalou que a questão das taxas "surgiu com inúmeros ministros das Finanças" durante as reuniões do FMI e do Banco Mundial, que terminam neste sábado, em Washington. "Esperamos ter debates produtivos sobre isso", assinalou.