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segunda-feira, 31 de março de 2014

CITAÇÃO DO DIA

“Toda a sociedade que pretende assegurar a liberdade aos homens deve começar por garantir-lhes a existência.” (Léon Blum)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

SETOR PÚBLICO TEM SUPERÁVIT DE R$ 2,13 BI EM FEVEREIRO
O setor público consolidado apresentou superávit primário de R$ 2,130 bilhões em fevereiro, informou o Banco Central. Em janeiro, o resultado havia sido positivo em R$ 19,921 bilhões. Em fevereiro de 2013, houve superávit de R$ 3,031 bilhões. O superávit primário consolidado de fevereiro ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções, que iam de déficit primário de R$ 1,5 bilhão a um superávit de R$ 2,5 bilhões e mediana de zero. O esforço fiscal de fevereiro foi composto por um déficit de R$ 3,389 bilhões do Governo Central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social). Os governos regionais (Estados e municípios) contribuíram com superávit de R$ 5,468 bilhões no mês. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 4,107 bilhões, os municípios tiveram também um superávit de R$ 1,360 bilhão. Já as empresas estatais registraram superávit primário de R$ 52 milhões.
NO ANO
O esforço fiscal do setor público caiu nos primeiros dois meses deste ano em relação ao mesmo período de 2013. As contas do setor público acumulam até fevereiro um superávit primário de R$ 22,052 bilhões, o equivalente a 2,73% do PIB. No mesmo período do ano passado, o superávit primário era maior: de R$ 27,220 bilhões ou 3,66% do PIB. O esforço fiscal foi feito com a ajuda de um superávit de R$ 9,160 bilhões do Governo Central (1,14% do PIB). Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um superávit de R$ 12,709 bilhões (1,58% do PIB) nos dois primeiros meses do ano. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 10,184 bilhões, os municípios alcançaram um saldo positivo de R$ 2,525 bilhões. As empresas estatais registraram superávit de R$ 183 milhões (0,02 % do PIB).
12 MESES
As contas do setor público acumulam um superávit primário de R$ 86,138 bilhões em 12 meses até fevereiro, o equivalente a 1,76% do PIB. O esforço fiscal subiu em relação a janeiro, quando o superávit em 12 meses estava em 1,66% do PIB ou R$ 80,976 bilhões. O superávit em 12 meses está abaixo da estimativa do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de alcançar um saldo positivo de 1,9% ao final de 2014. O esforço fiscal foi feito com a ajuda de um superávit de R$ 65,506 bilhões do Governo Central (1,34% do PIB).
DÍVIDA LÍQUIDA
A dívida líquida do setor público subiu para 33,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em fevereiro, ante 33,1% em janeiro. Em dezembro de 2013, estava em 33,6% do PIB. A dívida do governo central, governos regionais e empresas estatais terminou o mês passado em R$ 1,649 trilhão, informou o Banco Central. A dívida bruta do governo geral encerrou o mês passado em R$ 2,816 trilhões, o que representou 57,5% do PIB. Em janeiro, essa relação estava em 58,1%.
JUROS
O setor público consolidado gastou R$ 11,646 bilhões com juros em fevereiro, o que representa uma queda em relação ao gasto de R$ 30,399 bilhões registrado em janeiro deste ano e redução também ante os R$ 20,251 bilhões vistos em fevereiro de 2013. O governo central teve no mês passado um gasto com juros de R$ 6,726 bilhões. Já os governos regionais registraram uma despesa de R$ 4,734 bilhões, e as empresas estatais tiveram gastos de R$ 186 milhões. No acumulado do ano, o gasto com juros do setor público consolidado soma R$ 42,045 bilhões, o equivalente a 5,21% do PIB. No mesmo período do ano passado, o gasto com juros estava em R$ 42,900 bilhões ou 5,77% do PIB. Já nos 12 meses encerrados em fevereiro, a despesa chega a R$ 248,001 bilhões ou 5,06% do PIB.

CÂMERA QUE ESTEVE NA LUA É LEILOADA POR 660 MIL EUROS
A galeria de fotografia Westlicht, de Viena, leiloou na noite desse sábado uma câmera Hasselblad, a única que tirou fotos na Lua, por € 660 mil (o equivalente a R$ 2,1 milhões). Em comunicado, a galeria informou que o comprador da câmera é o empresário japonês Terukazu Fujisawa, fundador da rede de lojas de produtos eletrônicos Yodobashi Camera. A câmera foi usada pelo astronauta americano Jim Irwin na missão da Apollo 15 em 1971 e tinha um preço inicial no leilão de € 80 mil (R$ 256 mil). Segundo o comunicado da Westlicht, o elevado preço pago "mostra a incessante fascinação com a aterrissagem na Lua". A câmera tirou no total 299 fotos da superfície lunar durante a missão da Apollo 15. Depois que todas as demais câmeras usadas nessa missão foram deixadas na Lua para liberar espaço na cápsula para amostras de minerais, a Hasselblad de Irwin passou a ser a única que esteve no satélite a voltar à Terra. A câmera será exposta no Museu particular de Terukazu Fujisawa, informou a galeria Westlicht. "Acho que a câmera recebeu o preço (adequado) se for levado em conta a história. Nenhuma outra esteve na lua e voltou", disse o diretor da galeria, Peter Coeln.

MICROSOFT LANÇA OFFICE PARA IPAD
A Microsoft lançou na semana passada a versão para iPad do Office, que inclui os aplicativos Word, Excel e PowerPoint e que concorrerá com os apps de produtividade nativos da Apple, que tornaram-se gratuitos recentemente. Clique para ir à página do Office Mobile na App StoreOs programas estarão disponíveis a partir das 15h desta quinta para "todos", segundo a empresa, por meio da App Store e serão gratuitos para visualizar documentos. Já para criar e editar arquivos com os formatos proprietários da Microsoft, como DOC, XLS e PPS, será necessário assinar o Office 365, que custa R$ 209 por ano ou R$ 21 por mês. Para os já assinantes, o software estará disponível gratuitamente. A ideia por trás do lançamento, diz a empresa, é prover o bilhão de usuários que tem o Office uma experiência "sem atrito" entre os dispositivos que eles possuem. Junto com o anúncio, a Microsoft apresentou novas ferramentas para desenvolvedores e para empresas. O Word terá ferramentas avançadas de edição de texto, com opção de visualizar e criar gráficos. "O iPad tem a reputação de te fazer parecer bacana, mas, agora [com o Excel disponível para o tablet], também o fará parecer esperto", disse Julia White, gerente-geral da divisão do Office na Microsoft. Até agora, do pacote de produtividade da Microsoft, só o OneNote, de anotações, havia sido lançado para a plataforma móvel da Apple. Para o Mac OS X, sistema dos computadores Mac, o Word foi lançado em 1984; o Excel em 1985; e o Office em 1989, antes mesmo de chegar ao Windows. A versão mais recente do Office para Mac é a versão Office for Mac 2011, mas o modelo de distribuição do pacote, tanto na versão para Windows quanto na para Mac, mudou para o de assinatura e passou a se chamar Office 365. 

Postagem indisponível

Em resposta a um pedido legal recebido pelo Google, removemos esta postagem. Se desejar, leia mais sobre a solicitação em LumenDatabase.org.

CAUSOS DO BLOG

ENFORCAMENTO
por Totonho Laprovitera
O último enforcamento no Brasil ocorreu com a pena de morte executada contra um escravo, na cidade do Pilar, em Alagoas, no ano de 1874. Curiosamente, o imperador Pedro II resolveu impor o castigo mais por uma questão de favor político do que pelo crime em si que havia ocorrido.
Pois bem, naquela época, dois amigos se encontraram: 
- Ô Prudêncio! 
- Ô, Augusto, há quanto tempo! 
- Prezado, como anda o nosso amigo Vicente? 
- Meu caro, você não sabe a desventura que ocorreu com ele? 
- Não, qual?! 
- O Vicente foi apanhado furtando ovos. 
- Quanta desdita! 
- Pois é, foi julgado e condenado. 
- E daí? 
- Ele foi enforcado! 
- Meu Deus, tão somente pelos ovos?! 
- Não, pelo pescoço! 
 

SUA CIDADE NO PASSADO

MOSSORÓ-RN NO ANO DE 1965 
Imagem da Praça da Independência em Mossoró-RN-Brasil clicada no ano de 1965.

Fonte: http://telescope.blog.uol.com.br/

CIRCULA NA INTERNET

FARMACIA KIBE LOUCO

IMAGEM DO DIA

Uma beleza de imagem na aprazível Fortaleza - CE - Brasil

PIADA DO BLOG

MULHERÃO NO CASSINO
Uma loira muito sensual tipo Ellen Roche entrou num cassino. Trocou dez mil dólares
por fichas e dirigiu-se à mesa da roleta. Lá chegando, anunciou que apostaria todo o seu dinheiro e que acertaria os números em um único lance. E,fitando os dois empregados responsáveis pela roleta acrescentou:
- Olha, espero que vocês não se importem, mas tenho mais sorte quando estou toda nua... 
Dito isto, ela se despiu completamente, e depois colocou as fichas todas sobre a mesa. Inteiramente abestalhado, o "croupier" acionou a roleta. Enquanto esta girava, a loura cantava:
- MÃEZINHA PRECISA DE ROUPAS NOVAS! MÃEZINHA PRECISA DE ROUPAS NOVAS!...
Assim que a roleta parou, ela começou a dar grandes pulos e a gritar:
- GANHEI!!! GANHEI!!! QUE MARAVIIIIILHAAA!!! GANHEEEI!!!
Ela então abraçou e beijou cada um dos croupiers. Em seguida debruçou-se
sobre a mesa e recolheu todo o dinheiro e as fichas. Vestiu-se rapidamente e se mandou. Os croupiers se entreolharam boquiabertos. Finalmente, um deles, voltando a si, perguntou:
-Em que numero ela apostou, você viu?
E o outro: 
-Eu não. Pensei que VOCÊ estivesse olhando...
Moral da história: Nem toda loura é burra , mas HOMEM É TUDO IGUAL!

TEXTO DO BLOG

VEJA POR QUE ALGUNS RAPAZES SÓ SE INTERESSAM POR MULHER MAIS VELHA

Além de conversas mais profundas, que promovem o crescimento pessoal, e de fantasias sexuais, a atração do homem por uma mulher mais madura às vezes tem outra motivação. O rapaz pode estar buscando a figura da mãe na parceira, uma estabilidade emocional que lhe faltou na infância. Por isso, é preciso avaliar bem seus sentimentos. O casal deve ainda ser forte para vencer o preconceito.
por  Marcos Ribeiro*

Na música Mudança dos Ventos, de Ivan Lins (68) e Vitor Martins (69), Nana Caymmi (72) canta o seguinte: “Ah, vem cá meu menino/ Do jeito que imagino/ Me tira essa vergonha/ Me mostre, me exponha/ Me tire uns 20 anos/ Deixa eu causar inveja/ Deixa eu causar remorsos/ Nos meus, nos seus, nos nossos...”. O tema desta nossa conversa é justamente a relação amorosa entre um homem jovem com mulher mais madura. A diferença de idade muitas vezes chega a 40 anos, o que deixa o rapaz “doidinho”, como está um funcionário envolvido com uma moradora do condomínio onde moro, no Rio. Socialmente, é uma situação que causa desconforto, porque a  maldade toma a frente da história. É comum dizerem  que “a coroa deve estar sustentando o garotão!”. Mas o contrário, a união do homem mais velho com uma jovem, em geral é mais bem-aceito.
O que faz um jovem se interessar — e sentir desejo — por uma mulher com mais idade que sua mãe? A maturidade precoce pode fazê-lo buscar conversas mais profundas, aprendizado e incentivo para crescer. Sexualmente, a experiência e o ‘saber o que quer’ da mulher mais velha é fonte de fantasias. Mas não é só isso. Tem o outro lado da história, que está ssociado às relações afetivas do rapaz na infância.
Psicologicamente, ele pode estar projetando nessa mulher a figura materna, buscando a segurança, proteção e “estabilidade” emocional que lhe faltaram quando era criança. De uma maneira inconsciente, essa mulher — que acredita ser amada — estaria cumprindo esse papel para ele. Na Psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939) formulou o chamado complexo de Édipo, que é quando a criança, na fase fálica, por volta dos 3 anos, sente forte amor pela mãe e ódio pelo pai (ou por qualquer outra pessoa que desvie a atenção que ela tem para com o filho). A consequência é que o homem pode vir a buscar, nas relações maduras, a figura da sua mãe projetada na mulher mais velha para suprir a carência da infância.
O nó dessa história pode estar neste ponto: enquanto o rapaz se divide entre o desejo da experiência para uns e a imagem materna para outros, para a mulher há só a busca da jovialidade, a emoção, leveza, diversão e aventura. O namoro com um “garoto de apenas 20 anos” a faz se sentir desejada e valorizada.
A que os dois devem ficar atentos, então? Primeiro, é preciso ter clareza: identificar se ambos têm os mesmos olhares e expectativas e se não estão querendo suprir carências. O rapaz deve buscar descobrir quem é essa mulher para ele, que papel está ocupando em sua vida. Outro ponto importante para o homem é lembrar que, por ser jovem, pode não ter disponibilidade financeira para acompanhar a parceira em programas de que gosta. O casal deve conversar a respeito.
De outro lado, a mulher precisa ser forte para enfrentar o preconceito. Pode vir a ser rotulada de iludida e ouvir que vai “levar o golpe”. Se ficar insegura, pode sofrer com o ciúme e criar o “fantasma” da “competição” com a juventude de outras mulheres. Enfim, a diferença de idade e de momentos de vida pode ajudar ou ser empecilho para a união. Mas o amor pode ultrapassar tudo. E, se for passageiro, “que seja infinito enquanto dure”, como escreveu o poeta carioca Vinicius de Moraes (1913-1980).

(*) Marcos Ribeiro, professor e consultor em educação sexual, é autor de Adolescente: Um Batepapo sobre Sexo (Ed. Moderna) e acaba de lançar Conversando com seu Filho Adolescente sobre Sexo (Ed. Academia). E-mail: marcosribeiro@marcosribeiro.com.br

domingo, 30 de março de 2014

DICA DO BORJÃO

A “Dica do Borjão” de hoje, 30 de março de 2014, faz uma viagem ao túnel do tempo e disponibiliza uma romântica música que fez muito sucesso na década de 60, trata-se da canção “STELLA (Juan Senon Rolón - Paulo Imperial)” interpretada pelo cantor Fábio,  um paraguaio (Juan Senon Rolón) naturalizado brasileiro (Fábio)  e radicado no Brasil. Um domingo de boas recordações e até a próxima “Dica do Borjão”


STELLA
(Fábio Juan Senon Rolón - Paulo Imperial)

Stella
Em que estrela você se escondeu
Em que sonho você vai voltar
Quanta espera de você

Stela
Oh, oh
Primavera não se esqueceu
Em mim repousa seu olhar
Quem dera ver você
Vem ver, vem ver
Tudo te chamando
Vem ver, vem ver
O amor
O amor
Que estou guardando
Pergunte ao sol
Pergunte ao mar
Do meu amor

(Repete letra)

Stella
Stella
Stella
Stella
Stella

quarta-feira, 26 de março de 2014

CITAÇÃO DO DIA

“Se os fracos não tem a força das armas, que se armem com a força do seu direito, com a afirmação do seu direito, entregando-se por ele a todos os sacrifícios necessários para que o mundo não lhes desconheça o caráter de entidades dignas de existência na comunhão internacional.”  (Ruy Barbosa) 

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

S&P APONTA PIORA FISCAL E CRESCIMENTO LENTO E REBAIXA NOTA DO BRASIL
A agência de classificação de risco Standard & Poor's anunciou na segunda-feira, 24, o temido rebaixamento da nota de crédito do Brasil. O rating da dívida de longo prazo do País em moeda estrangeira foi rebaixado de BBB para BBB-. A perspectiva da nota agora é estável. Apesar do rebaixamento, o País se mantém dentro do grau de investimento, alcançado em 2008. Segundo relatório da S&P, "o rebaixamento reflete a combinação de derrapagem fiscal, a perspectiva de que a execução fiscal permanecerá fraca, em meio a um crescimento moderado nos próximos anos, uma capacidade limitada para ajustar a política antes da eleição presidencial de outubro e um certo enfraquecimento das contas externas do Brasil. A perspectiva de crescimento lento reflete tanto fatores cíclicos como estruturais, incluindo o investimento como parcela do PIB de apenas 18% em 2013 e uma desaceleração do crescimento da força de trabalho. Combinados, esses fatores destacam o espaço diminuído do governo para manobrar em face de choques externos". Segundo fontes do mercado ouvidas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, soube da decisão do S&P ainda no meio da tarde de hoje. Mas, em geral, o anúncio surpreendeu o governo. À tarde, Mantega alterou sua agenda oficial para participar de reunião da presidente Dilma Rousseff com os principais banqueiros do País. A decisão desta segunda-feira poderá dificultar a estratégia do governo de atrair investidores e recuperar a credibilidade perdida após manobras para fechar as contas nos últimos dois anos - ponto destacado pela agência no comunicado. Uma equipe da S&P esteve no Brasil na semana do dia 10 de março, com o objetivo passar um pente-fino nas contas públicas e conversar com agentes do mercado, investidores e autoridades do governo. Na ocasião, a força-tarefa da S&P participou de encontros com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, com a diretoria do Banco Central e com representantes do Ministério das Comunicações. O rating da dívida de longo prazo do País em moeda local também foi rebaixado, para BBB+ de A-. E o rating de crédito de curto prazo em moeda estrangeira foi reduzido para A3, de A2. Já a nota da dívida de curto prazo em moeda local foi mantido em A2. O rating em escala nacional também foi mantido inalterado, em brAAA, com perspectiva estável. O documento também diz que "a credibilidade da conduta da política fiscal enfraqueceu sistematicamente, à medida que o governo isentou vários itens de receita e de gastos da meta fiscal, além de rebaixar a própria meta ao longo do tempo. O uso persistente de bancos estatais, financiados por recursos "por baixo do pano" do Tesouro, também minou a credibilidade e a transparência da política, afirma a agência. A S&P também ressaltou a situação do setor elétrico. "A implementação das medidas recentemente anunciadas para gerir perdas no setor elétrico (tendo em vista a falta de chuvas e a dependência da energia térmica de alto custo), com uma elevação limitada das tarifas da eletricidade em ano eleitoral, pode ser um desafio", diz o documento. A agência destaca que o governo parece estar reduzindo o ritmo da concessão de crédito pelos bancos estatais, e com isso o financiamento "por baixo do pano" para eles por parte do Tesouro. Se isso permanecer nos trilhos, afirma a S&P, ao longo do tempo deverá ser positivo para o rating. "Contudo, outros riscos fiscais negativos derivam do desempenho dos governos estaduais e municipais (cujos déficits não são mais compensados pelo governo federal) e de uma decisão iminente do Supremo Tribunal sobre contas de poupança (que poderá resultar em o governo ter de cobrir perdas no setor bancário). Combinados, esses fatores poderão colocar pressão adicional sobre o desempenho fiscal do Brasil no futuro", prossegue o texto. Para 2014, o governo anunciou uma meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo porcentual cumprido em 2013.

BRASIL QUER RETIRAR CRÍTICA A ÁLCOOL E BIODIESEL DE RELATÓRIO DO CLIMA
O governo brasileiro vai pedir ao IPCC (painel do clima da ONU) para apagar de seu novo relatório uma crítica à política do uso de biocombustíveis como forma de atenuar o aquecimento global. Na introdução não técnica da parte do documento sobre impactos e adaptações ao aquecimento global, uma frase sugere que o cultivo de vegetais para álcool e biodiesel pode incentivar desmate (que por sua vez gera mais emissão de gases do efeito estufa). A afirmação desagradou a delegação brasileira, que pedirá uma correção no texto. O trecho contestado afirma que "aumentar o cultivo de plantações para bioenergia implica riscos para ecossistemas e para a biodiversidade, apesar de contribuições da energia de biomassa para a mitigação [do aquecimento global] reduzirem riscos relacionados ao clima". A frase está no "sumário para formuladores de política" --resumo não técnico do documento-- do relatório do grupo 2 do IPCC, que trata de impactos e adaptações à mudança climática. A delegação brasileira diz considerar injusto atacar os biocombustíveis sem que outras formas de energia tenham seus impactos relatados. "Eles destacaram isso do nada" disse à Folha um representante do governo para a área de clima. Para ele, qualquer forma de energia tem algum impacto ambiental. "Naquela frase seria possível trocar biocombustíveis por produção de painéis solares, turbinas eólicas ou até o aumento das hidrelétricas".  O novo relatório do grupo 2 do IPCC deve ficar pronto no dia 30, após cinco dias de debate no encontro em Yokohama, no Japão. Os tópicos do sumário para formuladores de política tendem a ser disputados palavra a palavra, pois servem de base para negociações internacionais. O documento subsidia a discussão sobre a criação de mecanismos de financiamento para países afetados pela mudança climática e o debate de um acordo global para cortes de emissões, que terá uma rodada crucial em 2015. Para o ecólogo David Lapola, da Unesp, a demanda do Brasil é razoável, pois o plantio de cana e soja no país causa pouco desmate direto. O que ocorre é agricultores comprarem terras de pastagem e levarem pecuaristas a adquirirem terras florestadas baratas para desmatar. "Isso implicaria um pouquinho de desmate para colocar na conta da cana-de-açúcar e da soja, mas como o desmatamento está caindo, fica óbvio que a pecuária está se intensificando (usando pastagens com gado mais concentrado)", diz Lapola. Gustavo Luedemann, negociador do Brasil no encontro de Yokohama, não quis comentar dados específicos do relatório do IPCC, mas diz que está bastante tranquilo com o texto do documento. "Não há pontos de conflito", afirma. "O que há são correções que nós sugerimos em relação à forma com que as coisas são escritas."

BRASILEIRO CRIA EMPRESA COM US$ 2 MI APÓS DEIXAR A MICROSOFT E O FACEBOOK
Engenheiro e cientista da computação pelo MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts), onde fez também mestrado em inteligência artificial, o paulista Giuliano Giacaglia, 23, abriu mão de trabalhar na Microsoft e no Facebook para se tornar sócio do americano Paul English, que investe em start-ups. Eles farão uma empresa de pagamentos concorrente da Square, de Jack Dorsey, um dos fundadores do Twitter. Hoje com US$ 2 milhões disponíveis para investir, Giacaglia mora de favor na casa de um amigo e chegou a pular uma refeição por dia para economizar. Por enquanto eu moro na casa de um amigo aqui em Boston, dormindo num colchão, de favor. A partir de abril vou ter um salário, por causa do investimento que a minha empresa recebeu, e vou conseguir alugar um apartamentinho. Minha ideia inicial era fazer um aplicativo para restaurantes: você senta, come, sai sem falar nada e já está pago, sem precisar de confirmação. Mas o mercado aqui nos EUA é muito competitivo nessa área de software, principalmente para restaurantes. O MIT [Instituto Tecnológico de Massachusetts], onde eu fiz graduação e mestrado, tem um programa que ajuda alunos empreendedores. Os veteranos que me ajudaram investem, eles entendem mais do lado do investidor que do empreendedor. No ano passado, um amigo meu, Pete Kruskall, começou uma empresa de "machine learning" para bancos de investimento. Tipo um Siri, da Apple, para bancos de investimento. Ele já tinha experiência, porque trabalhou na Kayak [site de planejamento de viagens vendido em 2012 por US$ 1,8 bilhão] e no Google, mas descobriu que aquilo não era o que queria. Eu estava me aconselhando com esse amigo, porque sei que é muito difícil começar uma companhia. Comecei minha empresa com outro amigo, mas a gente terminou –é como qualquer relacionamento, não é fácil... Foi o Pete que me apresentou ao [fundador da Kayak] Paul English. Ele vai ser meu sócio, e a gente está procurando alguém de negócios, porque o Paul conhece o pessoal dessa área. Eu sei da parte técnica, posso fazer tudo. Estamos trabalhando em um app para pagamentos, não só em celulares, mas também com software para computadores. A ideia é, eventualmente, ser competidor da Square, [empresa de pagamentos criada por Jack Dorsey, cofundador do Twitter]. Não sei se é possível porque eles estão fortes, e precisa de muito investimento. O Paul English vai injetar entre US$ 500 mil e US$ 2 milhões. A minha ideia é gastar o mínimo para pôr o negócio rodando. A partir daí, conseguir mais investimento. Ele também é consultor para [os fundos] General Catalyst e Sequoia Capital. O nome dele é muito forte, ele tem uma voz. Quando vim para cá, não falava inglês direito. No primeiro ano, minha avó me ajudou com as despesas, porque eu tinha que pagar comida e estadia. Das universidades de fora, só me inscrevi para o MIT, tive sorte de passar. No final, eu tive muita sorte. No segundo ano, eu tinha que conseguir dinheiro para pagar a faculdade. Fiz entrevistas, mas não tinha nenhuma experiência e meu inglês era bem ruim. Acabei fazendo pesquisa, na própria universidade. Nessa pesquisa, provei uns negócios e publiquei um artigo no "Electronic Journal of Combinatorics". Teve um tempo meio tenso em que estava difícil conseguir até comida –tive um pequeno "racionamento" [risos]. No final do ano eu não almoçava, só jantava na fraternidade. E meus pais não sabiam disso; na verdade, eles não sabem. Eu que decidi vir para cá, certo? Então tenho que cobrir os gastos. Nessa época, quando fui visitar meus pais –eles pagaram a viagem–, estava magrelo. Meu pai perguntou se eu precisava de alguma coisa, falei: "Ah, se puder ajudar é melhor, né?" [risos]. Logo depois, consegui emprego na Microsoft, em Seattle (Washington), que deu dinheiro pra caramba. Fizeram uma proposta para eu ficar, mas achei melhor esperar. Daí eu trabalhei no Facebook, em Menlo Park (Califórnia), e não foi exatamente o que eu queria fazer da minha vida. As experiências são totalmente diferentes, porque as cidades têm perfis diferentes. Não me adaptei ao Vale do Silício, tem muita gente fazendo start-ups. É uma bolha, não no sentido financeiro, mas de falta de diversidade. A Microsoft tem gente mais velha –é mais tranquilo. Talvez eu volte a trabalhar para uma empresa grande, se as coisas não derem certo. 

CINEMA NO BLOG

UM CORPO QUE CAI (1958)
Vertigo
FICHA TÉCNICA
Outros Títulos:
A mulher que viveu duas vezes (Portugal)
Sueurs froides (França)
La donna che visse due volte (Itália)
De entre los muertos (Espanha)
Pais:
Estados Unidos
Gênero:
Suspense, Romance
Direção:
Alfred Hitchcock
Roteiro:
Alec Coppel, Samuel A. Taylor
Produção:
James C. Katz
Música Original:
Bernard Herrmann
Fotografia:
Robert Burks
Edição:
George Tomasini
Direção de Arte:
Hal Pereira, Henry Bumstead
Figurino:
Edith Head
Guarda-Roupa:
Edith Head
Maquiagem:
Wally Westmore
Efeitos Sonoros:
Winston H. Leverett, Walter Spencer
Efeitos Especiais:
John P. Fulton, Farciot Edouart, W. Wallace Kelley
Efeitos Visuais:
Paul K. Lerpae, John Whitney Sr.

ELENCO
James Stewart
Det. John 'Scottie' Ferguson
Kim Novak
Madeleine Elster / Judy Barton
Barbara Bel Geddes
Marjorie 'Midge' Wood
Ellen Corby
Gerente do Hotel McKittrick
Konstantin Shayne
Leibel
Tom Helmore
Gavin Elster
Henry Jones
Investigador
Lee Patrick
Proprietário do carro
Raymond Bailey
Médico de Scottie
Paul Bryar
Det. Capt. Hansen
Jean Corbett
Sra. Elster
Joanne Genthon
Carlotta Valdes
Roland Gotti
Maître do Restaurante Ernie's
June Jocelyn
Enfermeira
Miliza Milo
Vendedora
Julian Petruzzi
Vendedor de Flores
Sara Taft
Freira

PRÊMIOS
Festival Internacional de San Sebastián, Espanha
Prêmio Concha de Prata de Melhor Direção (Alfred Hitchcock)
Prêmio Zulueta de Melhor Ator (James Stewart)

INDICAÇÕES
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhores Efeitos Sonoros

VIDEOCLIPES
  
SINOPSE
O Det. John 'Scottie' Ferguson retira-se da polícia após ter visto um colega morrer, sem poder fazer nada.  Scottie sofre de acrofobia (medo de altura), e o fato de estar num telhado na hora do acidente o impediu de salvar seu amigo. Um dia, ainda se recuperando física e psicologicamente do ocorrido, ele comenta com Midge, uma designer na área de propaganda e sua grande amiga, que recebera uma mensagem telefônica de um velho amigo de colégio, Gavin Elster, hoje um magnata da indústria naval, propondo um encontro. Ao se reunir com Gavin, este o contrata, como detetive particular, para vigiar sua esposa, Madeleine, que parece estar perturbada, com tendências suicidas e com fixação por Carlotta Valdes, uma mulher que viveu no século passado. Um dia, ao seguir Madeleine, ele vai ter à margem da Baía de São Francisco, junto à Ponte Golden Gate.  Após jogar pétalas de flores na Baía, Madeleine se atira nas águas escuras do local, o que obriga Scottie a mergulhar para salvá-la do iminente afogamento.  Como ela se acha inconsciente, ele a leva até seu apartamento.  Lá, após recuperar-se, ela lhe agradece, ao mesmo tempo em que os dois se sentem mutuamente fascinados um pelo outro. À medida que os dias passam, eles se vêem cada vez mais freqüentemente.  Num de seus encontros, ela lhe conta que tem tido uns sonhos estranhos, passados sempre na torre do sino de uma antiga vila espanhola.  Pela descrição, Scottie reconhece o local como sendo a Missão Espanhola de São João Batista, situada a cerca de 150 km ao sul de São Francisco.  Na esperança de vê-la curada de seus medos e pesadelos, ele lhe propõe irem no dia seguinte até a referida Missão. Uma vez lá, Madeleine corre para a torre e começa a subir pela escada de madeira.  Scottie corre atrás mas, antes de alcançá-la, sente-se mal face à sua fobia por altura.  É quando ele vê, através de uma das janelas da torre, a queda do corpo de Madeleine para a morte. Acometido de uma crise nervosa, Scottie é internado num hospital psiquiátrico para tratamento.  Ao receber alta, ele passa a revisitar os lugares onde Madeleine costumava ir.  Um dia, ao entrar numa floricultura, ele vê na calçada uma loura extremamente parecida com Madeleine.  Ele a segue até seu apartamento, onde descobre tratar-se de Judy Barton, uma jovem vinda do Kansas e que trabalha como vendedora na Magnin's. Ao sair, ele a convida para jantar.  Em seguida, ela relembra toda a sua participação no plano de Gavin para assassinar a mulher, quando foi 'contratada' para se fazer passar por Madeleine, enquanto esta seria jogada do alto da torre pelo marido.  Decide, então, escrever uma carta para Scottie, contando toda a verdade mas, ao final, a corta em pedaços.  Na referida carta, ela dizia que o único erro do plano foi o fato dela ter-se apaixonado por ele. Conforme combinado, ela janta com Scottie.  Este termina se apaixonando por ela, que espera que sua paixão seja por ela, Judy, e não por 'Madeleine'.  Entretanto, ele passa a fazer com que ela se vista e se penteie como o fazia 'Madeleine'.  Apaixonada, ela assume os modos, expressões e movimentos de 'Madeleine' como forma de agradá-lo. Quando ela o pede para ajudá-la com um colar, ele finalmente percebe que Judy e 'Madeleine' são a mesma pessoa e que fora enganado por Elster.  Ele, então, a convida para jantarem na Península.  Assim, ele a leva até a Missão Espanhola de São João Batista.  Ela sente que a confrontação com a verdade é inevitável. Ao chegarem lá, ele a pede que seja 'Madeleine' por alguns momentos, a fim de que ambos se livrem de seus medos e angústias.  Ela se nega a fazê-lo, mas ele a força a subir a escada que leva ao topo da torre, numa tentativa de reconstituir as cenas que levaram ao assassinato da verdadeira Madeleine. Na subida, Scottie percebe que ficou curado de sua acrofobia.  Experimentando sentimentos fortes de amor e ódio, ele não resiste quando ela insiste que o ama e os dois terminam abraçados e aos beijos. De repente, ouvem-se passos.  Aterrorizada, pensando tratar-se do fantasma de Madeleine, Judy recua, perde o equilíbrio e cai do alto da torre para a morte, assim como ocorrera com a mulher a quem substituíra anteriormente.  Scottie, embora curado do medo de alturas, sai completamente destruído por mais esta desilusão. 

COMENTÁRIOS
"Um Corpo Que Cai" é mais um excelente filme do mestre Hitchcock.  Seu ótimo roteiro, escrito por  Alec Coppel e Samuel A. Taylor, foi baseado no livro "D'entre les morts", escrito em 1954 por Pierre Boileau e Thomas Narcejac. A trama é bastante complexa e Hitchcock consegue dosar, de forma irretocável, o seu costumeiro suspense com um comovente romance.  A grande reviravolta, em torno das personagens vividas por Kim Novak, é um dos pontos altos do filme. Além dos magníficos trabalhos dos roteiristas e de Hitchcock, "Um Corpo Que Cai" apresenta ainda a excelente música de Bernard Herrmann, a bela fotografia de Robert Burks e as primorosas atuações dos principais atores.  James Stewart está irretocável no papel de Scottie.  Por outro lado, Kim Novak está maravilhosa ao interpretar basicamente três personagens: o da verdadeira Madeleine, o de Judy Barton e o de Judy fazendo-se passar por Madeleine.  A química entre ela e Stewart é perfeita.  Em papéis menores, merecem, destaques as atuações de Barbara Bel Geddes e Tom Helmore.

por Carlos Augusto de Araújo 

TURISMO NO BLOG

SEMANA SANTA: PAIXÃO DE CRISTO NO CEARÁ
Aracati e Pacatuba revivem os últimos dias de Jesus na Terra durante a Semana Santa. As duas cidades esperam repetir o sucesso de anos anteriores com a realização de espetáculos comoventes
A cidade de Aracati - a 150 quilômetros de Fortaleza - realiza, há 26 anos consecutivos, o tradicional espetáculo teatral ao ar livre da Paixão de Cristo. Com um elenco de 150 atores e figurantes, a peça será apresentada defronte à Igreja Matriz, nos dias 17 e 18 de abril próximo, a partir das 20 horas. Em 2014, o espetáculo assumirá ares de superprodução e adotará uma nova concepção cênica, trazendo efeitos especiais e uma série de novidades com o objetivo de superar as expectativas e atrair um público de 10 mil pessoas por noite. A Paixão de Cristo do Aracati, que já é o maior espetáculo teatral ao ar livre do Ceará, será realizada este ano no maior espaço cênico do Brasil. Encenada ao longo de um percurso de seis quilômetros, a peça contará com dezenas de embarcações que percorrerão o Rio Jaguaribe trazendo a caravana sagrada, enquanto carruagens de época e a cavalaria romana seguirão pelas ruas do patrimônio histórico com luzes apagadas e tochas acesas. Todo esse cortejo se dirige ao Largo da Matriz, onde acontecem as cenas mais emocionantes da peça: o lava-pés, a santa ceia, os milagres, a prisão, morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo.
A iniciativa de promover um espetáculo da Paixão de Cristo durante a Semana Santa surgiu pela primeira vez em Aracati em 1989, a partir de uma ideia do professor Tinoco Luna. O sucesso de público foi tão grande que motivou o surgimento, anos depois, de vários outros espetáculos similares nesse mesmo período, os quais atualmente também se realizam tanto na cidade como em praias, na região ribeirinha do Rio Jaguaribe, além de outras comunidades rurais.
O Instituto Aracupira de Cultura Brasileira (IACB) e a Prefeitura de Aracati tomaram a iniciativa de realizar o espetáculo teatral "A Paixão de Cristo do Aracati 2014 - 26 Anos de Paixão". Os promotores consideram de grande importância e relevante simbolismo dar sequência a um evento cultural que, sem fins lucrativos, já mobilizou milhares de pessoas em 26 anos de apresentações consecutivas e se tornou o segundo maior espetáculo teatral ao ar livre do Brasil, atrás apenas de Nova Jerusalém, em Pernambuco.
Ao promover o turismo, o tradicional espetáculo dinamiza as atividades de hotelaria, transportes e gastronomia em Aracati durante a Semana Santa, gera emprego e renda, aquece a economia local e, consequentemente, melhora a vida das pessoas que tiram seu sustento dessas atividades.
A Paixão de Cristo do Aracati, realizada no Largo da Matriz, conta com o apoio do Governo do Estado do Ceará, Prefeitura Municipal de Aracati, Diário do Nordeste, Paróquia Nossa Senhora do Rosário e Colégio Municipal de Aracati. A organização do evento é de Teobaldo Silva, na coordenação geral. Xico Izidó-rio atua na direção teatral e o professor Tinoco Luna fica com a produção cultural.
PACATUBA
A Paixão de Cristo em Pacatuba - a 30 quilômetros de Fortaleza - chega à 40ª edição e mais uma vez será encenada na Praça da Paixão, área central da cidade. O espaço tem oito mil metros quadrados e conta com cenários que imitam as construções do tempo de Jesus Cristo. Durante as apresentações, o local é rodeado de arquibancadas, camarotes e telões. Apoiada pelo poder público, a encenação da Paixão de Cristo em Pacatuba desponta no cenário artístico como um evento capaz de arrastar multidões. Por outro lado, o espetáculo mudou a realidade de pessoas que, no passado, jamais ousariam sonhar com uma carreira artística, mas que hoje se projetam e se reconhecem como capital humano. A encenação em Pacatuba atrai um público de 15 mil pessoas por edição e conta com 200 atores e figurantes, selecionados na própria comunidade. Este ano, o espetáculo será encenado nos dias 17 e 18 de abril próximo, a partir das 19 horas. Os preços dos ingressos para as arquibancadas ainda não estão definidos. A produção do espetáculo dispõe de 300 profissionais. A estrutura inclui camarotes, arquibancadas, telões, show pirotécnico e todo um aparato que busca dar realismo à apresentação. A iluminação e a sonoplastia são especiais. Os primeiros passos aconteceram na Semana Santa de 1974, quando um morador chamado Paulo Maria Pinto, juntamente com outras 12 pessoas, resolveu, vestido de Jesus Cristo, acompanhar o vigário pelas ruas, encenando a Via Sacra. Foi a partir da segunda apresentação que a peça começou a ter um caráter mais teatral, com direito a cruz e soldados devidamente caracterizados. O percurso das 14 estações utilizava as casas da comunidade e o encerramento ocorria na Igreja Matriz, onde, sob lágrimas e aplausos, o Cristo era crucificado diante de uma multidão. Toda a concepção do espetáculo saiu da cabeça do teatrólogo, jornalista, historiador e museólogo Antony Fernandes. Diretor da Paixão de Cristo de Pacatuba desde a sua segunda apresentação, o "Seu Antony" promete novidades na encenação este ano, como um novo sepulcro e novas cenas, como a Ascensão de Cristo, a chegada das mulheres ao sepulcro e outras. 

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Um dia de céu nublado na minha amada e bela Mossoró-RN-Brasil 

PIADA DO BLOG

CONTROLANDO A BUNDA
Um dia Samuel vai até a sinagoga pedir conselhos para o rabino.
- Rabino preciso de ajuda. Sarah minha mulher está me traindo, e o que é pior Rabino, ela está dando a bunda para o Jacó.
Daí o Rabino responde:
- Meu filho... (com ar pensativo) Um dia eu estava em NY, assistindo a uma peça de teatro quando de repente senti uma forte dor de barriga, corri para o banheiro e PUF, eram gases. Voltei para a minha poltrona e 5 minutos depois outra dor de barriga, novamente fui correndo para o banheiro e PUF, gases novamente. Quando já tinha retornado a minha poltrona, outra dor de barriga, dai pensei, devem ser gases. Filho... me Borrei todo na poltrona do teatro.
Nisso Samuel revoltado fala com o Rabino: 
- Mas rabino... eu estou falando de Sarah, o que isso tem haver com ela?
- Meu filho - responde o Rabino - Se eu não consigo controlar a minha bunda... Como é que você quer que eu controle a bunda da sua mulher?

TEXTO DO BLOG

BREVE HISTÓRIA DO PROJETO DE INTERLIGAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO ÀS BACIAS DO NORDESTE SETENTRIONAL
por Cássio Borges*

Toda nação tem seus grandes projetos: aqueles que chegam ao conhecimento de todos e são motivo do imaginário popular. Nós, brasileiros, temos os nossos e já fomos bem sucedidos na realização de alguns deles, apesar do custo e das dificuldades na execução.  A construção de Brasília, por exemplo, foi um desses grandes projetos que precisou da corajosa e obstinada determinação de um Presidente da República para que se tornasse realidade. A hidroelétrica de Itaipu foi outra grande realização do povo brasileiro. Embora entre as nossas grandes realizações como povo, haja, também, os fracassos como a Transamazônica. O fato é que continuamos acalentando grandes sonhos, como o Veículo Lançador de Satélites e o submarino atômico que, muito lentamente, tem sido levado adiante pela Marinha nas suas instalações de Aramar. A EMBRAER, também, poderia ser citada como mais uma realização de sucesso do povo brasileiro, entre tantas outras, como a Petrobrás, por exemplo. Poderia citar,ainda, como uma aspiração de nós nordestinos e  da Nação brasileira, a  implantação, nesta  região semi-árida, de uma infra-estrutura hídrica, tendo em vista solucionar os problemas das secas e das inundações, o que vem sendo, paulatinamente, conseguido através do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas-DNOCS,  nos seus 105 anos de existênciaNa lista de nossas desejadas grandes realizações como povo está, definitivamente, elencada a transposição  de águas do Rio São Francisco para o Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e para o Estado de Pernambuco, onde serão construídas as duas estações de bombeamento, ponto inicial do projeto.
Esta breve história sobre o Projeto de Transposição de Vazões do Rio São  Francisco, atualmente denominado Projeto de Interligação do Rio São Francisco  às Bacias do Nordeste Setentrional,  fala das dificuldades  que esse empreendimento tem enfrentado  desde quando foi idealizado, pela primeira vez, no ano de 1859, ainda no período imperial, até os dias atuais, quando se estabeleceu uma profunda e apaixonada discussão em torno de sua viabilidade técnica e econômica. A transposição, que prevê o desenvolvimento sustentável do semiárido setentrional do Nordeste e da bacia do Rio São Francisco, tendo como foco a fruticultura na região, é uma das prioridades  do Governo Federal.
O problema das secas nos sertões nordestinos tornou-se mais inquietante, desde a época do Império,  quando, no período conhecido como a “grande seca”, ocorrida entre 1877 e 1879, segundo relatos da história,  morreu de fome e de sede mais da metade da população afetada, calculada em 1,7 milhão de pessoas.
A institucionalização de um organismo governamental para consolidar as tentativas de resolver o problema nordestino com enfoque científico adveio com a criação, em 21.10.1909, da Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (IFOCS), que, sob o comando do seu primeiro Diretor Geralengenheiro Miguel Arrojado Lisboa, congregou especialistas nacionais e estrangeiros, entre eles  os norte-americanos Roderic Crandell, Horace L.Small, Horace Williams, Geraldo Waring, entre outros, os quais realizaram  estudos pioneiros de Cartografia, Botânica, Geologia, Meteorologia, Cimatologia  e de Hidrologia na região nordestina. Assim, no começo do século XX, a tecnologia americana foi convocada para colaborar com a engenharia brasileira na solução dos problemas típicos do Nordeste no campo da hidrologia, hidrogeologia, geologia, abertura de poços, obras civis em geral etc, indicando, também, a açudagem como solução para o problema das secasIFOCS nascia, assim, com a imagem e a semelhança de sua congênere, o  Bureau of Reclamation, dos Estados Unidos, criado há, apenas, sete anos antes, em julho de 1902.  Mas pela necessidade do Brasil, à  època,  requisitar  do exterior  especialistas em obras hidráulicas, “até então inexistentes em nosso país”,  não há dúvida quanto à semelhança das  atividades praticadas, ainda hoje,  pelas  duas entidades.  O Bureau of  Reclamation é uma organização de engenharia de maior conceito e credibilidade em todo o mundo técnico-científico ligado à questão dos recursos hídricos, concebido, especialmente, para solucionar os problemas da  região árida e semiárida no oeste daquele país (1).  Já no ano de 1912, a IFOCS elaborava o mapa do canal interligando o Rio São Francisco com o Rio Jaguaribe, cujo traçado se mantém até os dias atuais com poucas modificações. Ressalte-se  que, àquela época, não se dispunha  do recurso da aerofotogrametria, como se deduz do depoimento  que se segue:
O engenheiro F.J. da Costa Barros, em Boletim da Inspectoria Federal de Obras Contra as Secas (IFOCS), edição de fevereiro  de 1935, afirmou que o plano de ligação das bacias do Rio São Francisco com a do Jaguaribe, no Estado do Ceará, “mereceu, já em 1912, por parte da Inspetoria de Obras Contra as Secas, especial atenção, tendo sido efetuados vários estudos topográficos na zona abrangida pelo projetado canal, os quais constituem objeto  de sua publicação No. 28 – Série I-G, que é o mapa referente ao canal São Francisco-Jaguaribe”.
Pelos registros da história, a IFOCS reexaminou esse assunto no ano de 1919, chegando à conclusão que, para trazer água do Rio São Francisco para o Rio Jaguaribe, por gravidade, seria necessária a construção de um tunel de 300 quilômetros  de extensão. O custo do empreendimento e as dificuldades tecnológicas da  época,  concluíram  pela inviabilidade  da obra. Somente em 1972, quando se anunciou o início da construção da Barragem de Sobradinho, no Rio São Francisco, a montante de Juazeiro, na Bahia, o enigmático problema da ligação das duas bacias voltou à baila, em face da elevação do nível das águas no lago criado.  Entusiasta da referida transposição, o deputado cearense Wilson Roriz, de Crato (CE), levantou, novamente, a bandeira desse empreendimento.
Departamento Nacional de Obras Constra as Secas -DNOCS, que sucedeu à IFOCS,examinou o assunto da forma como apresentado em face da construção da Barragem de Sobradinho, que elevou as águas do Rio São Francisco a mais de 60,00 metros de altura, tendo o engenheiro Genésio Martins de Araujo, daquele Departamento Federal, em seu parecer, assim se expressado: “A condição insofismável é, portanto, que, com base na barragem de Sobradinho, para se atingir Farias Brito pelo preconizado canal, sem bombemento, como queriam os defensores da idéia, ter-se-ia que seguir um túnel desde  Lagoa Grande, em Pernambuco, num desenvolvimento, em linha reta, de 242 quilômetros”.
(1) O Bureau of  Reclamation construiu, até os dias atuais, cerca de 600 barragens em dezessete estados do oeste dos Estados Unidos, enquanto o DNOCS construiu 948  em oito Estados nordestinos, sendo 326 açudes  públicos e 622 em regime de cooperação com estados, municípios e particulares com uma acumulação total de água  superior  a 37 bilhões de metros cúbicos.
A ideia da transposição de água do Rio São Francisco foi resgatada  novamente pelo DNOCS,em fevereiro  de 1978, o qual promoveu, em sua sede, na Av. Duque de Caxias, em Fortaleza, Ceará,  um seminário sobre “Planejamento de Recursos Hídricos”, tendo o  professor  Wilson  Jordão  Filho,  da  Internacional  Engenharia,  do  Rio  de   Janeiro, proferido palestra sob o título “Grandes Transferências de Águas entre Bacias Hidrográficas”, sendo aprovada a tese da  “transferência de água a partir de outras regiões vizinhas com excesso de disponibilidade hídrica”. Maiores detalhes desse encontro, que reuniu 72 técnicos de nível superior, pertencentes a 21 entidades públicas e privadas de todo o Brasil, consta do Boletim Técnico do DNOCS, V.36, No. 1, jan/jun, de 1978.
Essa iniciativa do DNOCS teve ampla repercussão nos meios técnico-cientificos  nacionais, tendo a Revista INTERIOR, Ano IV – Nº 24, de maio/junho, de 1978, na seção Atualidades, assim se expressado: “Uma antiga e promissora idéia, por muitos considerada utópica, voltou a repercutir entre técnicos em hidrologia de todo o país: a transferência de águas entre bacias hidrográficas vizinhas… . A possibilidade foi novamente discutida durante Seminário de Recursos Hídricos, promovido pelo DNOCS, no início deste ano, e deverá ser estudada em profundidade a partir de 1979”.
Animado com a repercussão nacional favorável do primeiro encontro de especialistas em recursos hídricos do nosso país, novamente, em outubro de 1979, o DNOCS promoveu, em Fortaleza, o segundo encontro entre esses profissionais em um seminário que foi denominado de“Ciclo de Palestras sobre Planejamento, Uso e Controle de Recursos Hídricos em Bacias Hidrográficas”, tendo o professor Theóphilo Benedicto Ottoni Neto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizado uma palestra sob o título: “A Perenização Hídrica de Bacias Carentes do Nordeste-Uma Solução  Hidro-Energética”.
Através do Boletim Técnico do DNOCS, No. 39 (2): 127-144, jul/dez.de 1981, o engenheiroManfredo Cássio de Aguair Borges, então Chefe da Divisão de Hidrologia do DNOCS, publicou um trabalho técnico denominado “Subsídios aos Estudos de Transposição de Vazões dos Rios São Francisco e Tocantins para o Nordeste”, o qual  inicia fazendo alusão ao desenvolvimento tecnológico que, certamente, poderá dar solução definitiva à execução do acalentado projeto de transposição de águas do Rio São Francisco, não só para o Rio Jaguaribe, no Estado do Ceará, como para as bacias do Rios Paraiba do Norte e Piranhas-Açu, nos Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, assim se expressando: “… já que as técnicas neste domínio tendem a receber novos impulsos”. O autor fazia referência à possibilidade de utilização da energia ociosa, “off-peak”, da Companhia Hidro Elétrica do Rio São Francisco (CHESF) para bombear, a baixo custo, a água, a ser transposta. Abandonava-se, assim, a idéia da transposição das águas ser feita por gravidade, constituindo-se na conclusão mais importante dos dois seminários, acima referidos, promovidos pelo  DNOCS. Segundo essa proposição, o bombeamento somente seria feito, em horário de tarifas reduzidas de energia,  o que viabilizaria o empreendimento.
Mas quem tomou a iniciativa decisiva foi o Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS) e no dia 13 de novembro de 1981, em solenidade realizada no auditório do Ministério do Interior, foram assinados os Editais de Concorrência para a realização de “Estudos de Previabilidade para Transposição de Águas dos Rios São Francisco e Tocantins para a Região Semi-Árida do Nordeste”. A época, era Ministro do Interior o Eng. Mário David Andreazza e Diretor Geral do DNOS, o Eng. José Reinaldo Carneiro Tavares.  Sob o comando do DNOS, esse projeto ainda  passou por vários estágios de aprimoramento em meio a um grande debate, a nível nacional,  que se seguiu após o anúncio dessa licitação. A idéia inicial era  transferir 800 m3/s durante os quatro meses de enchentes normais do Rio São Francisco, retirados do reservatório de Sobradinho, sendo beneficiados os rios Gurguéia, Itaueiras, Piauí e Canindé, no Estado do Piauí; o Rio Salgado, afluente do Jaguaribe, no Estado do Ceará; o Rio Piranhas-Açú, nos Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte; e os rios Pontal, Garças, Brígida e Terra Nova, no Estado de Pernambuco. Esse volume, que seria transferido, corresponde à vazão média histórica que, anualmente, é despejado no Oceano Atlântico pelo Rio São Francisco por falta de aproveitamento.
Esse projeto  previa a construção da Barragem  Aurora, no Rio Salgado, afluente do Rio Jaguaribe, no município de Aurora, no Estado do Ceará, com um volume de 800 milhões de metros cúbicos de acumulação. Uma de suas finalidades era a de servir, dentre outras,  de caixa de passagem para o Estado do Ceará das águas transpostas pelo Projeto São Francisco. Após uma reunião realizada naquele Departamento, no Rio de Janeiro, no segundo semestre do ano de 1986, da qual participei, representando o DNOCS, a convite do engenheiro Paulo Poggy, Coordenador do Projeto, contando ainda com as presenças dos engenheiros Silvio Campelo eAlcimar Macedo, ambos da  SUDENE, ficou decidido que a vazão a ser transposta deveria ser de 320 m3/s, abandonando-se a idéia inicial dos 800 m3/s, que significava a retirada de um volume global de  8.294.400.000 m3 do Rio São Francisco,   segundo os termos de referência da mencionada licitação. A reação a esse projeto, considerado, à época  faraônico, foi de tal forma que o DNOS reduziu, mais uma vez,  a vazão para 280 m3/s, ainda assim considerada exagerada, até mesmo por aqueles que sempre se posicionaram favoráveis a  esse arrojado empreendimento como era o meu caso.  Apesar disso, o projeto ficou engavetado por falta de decisão política, sob a alegação de que a sua execução deveria começar pela construção da Barragem do Castanhão, no Estado do Ceará, que era considerada o “pulmão” do sistema de transposição. A Barragem de Aurora, acima referida, foi, então,  abandonada e substituída pela  do Castanhão, com um volume d´água de 6,7 bilhões de metros cúbicos.
Com a extinção do Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), no início de 1990, pelo então Presidente Collor de Melo, o DNOCS assumiu  a responsabilidade de dar continuidade à várias obras daquele organismo federal, dentre elas, a do Açude Castanhão. Somente no segundo semestre do ano de 1994 é que,  na sede do DNOCS,  na Av. Duque de Caxias, em Fortaleza, quando se encontrava à frente do Ministéro da Integração Regional (depois cognominado de Ministério da Integração Nacional) o norte-riograndense Aloísio Alves, o Projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco,   foi reanalisado e  revisto. Segundo  consta,  a nova versão desse projeto,  se encontra na biblioteca  daquela Autarquia, em Fortaleza. Com essa reformulação, a vazão foi reduzida de 280 m3/s para 150 m3/s, sendo de 70 m3/s na primeira etapa. O novo projeto beneficiava  os Estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba através do que, mais tarde, viria a ser chamado de Eixo Norte.  Ainda assim, a oposição dos que eram  contra a esse empreendimento continuou cada vez mais acirrada.
Logo no princípio do primeiro mandado do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele designou o seu Vice-Presidente, José Alencar,  para coordenar o Projeto de Transposição do Rio São Francisco tendo ele feito, junto com outros Ministros,   visitas a todos os Governadores dos Estados, direta ou indiretamente, envolvidos nesse empreendimento. Mas somente no primeiro semestre do ano de 2004, o  então Ministro da Integração NacionalCiro Ferreira Gomes,  anunciava um novo projeto, que passou a denominar-se de “Interligação”, em substituição à “Transposição”, ressaltando o aproveitamento da infra-estrutura hídrica existente já realizada pelo DNOCS. No novo projeto foram  introduzidas  profundas modificações em relação às versões anteriores. Além do Eixo Norte, tradicionalmente objeto de estudos por parte do DNOCS, foi proposto o Eixo Leste, independente do primeiro,  que beneficiará mais uma região dos Estados de Pernambuco e da Paraíba e, em especial, a cidade de Campina Grande. Desta forma, esse empreendimento, formado por dois sistemas independentes, garantirá o abastecimento de água, por todo o ano, às bacias hidrográficas localizadas na porção  setentrional da região nordestina. Este novo projeto, definido pelo Ministério da Integração Nacional, estabelece uma vazão de 26m3/s para os dois eixos, podendo chegar a 127m3/s quando o reservatório de Sobradinho estiver cheio. Da vazão de 26 m3/s, caberá  18,5 m3/s ao Eixo Norte e 7,5 m3/s ao Eixo Leste.
A sinopse histórica dos estudos e projetos à indispensável “Interligação” comprova, irrefutavelmente, dever-se a esse atuante e secular organismo federal, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas-DNOCS, nunca ter  abandonado a idéia de ser, definitivamente, resolvida a angustiante e economicamente desastrosa ocorrência das secas nos sertões do setentrião nordestino, mediante a importação de água fluvial. Isto é apenas uma comprovação de que o DNOCS de hoje continua sendo o mesmo de quando foi inspirado pelo insigne homem público e notável pesquisador que foi o engenheiro Miguel Arrojado Lisboaseu primeiro Diretor Geral, que conseguiu instalar no Nordeste brasileiro verdadeira escola de ciência e de humanidades onde o aprendizado tecnológico  vem sendo constantemente aprimorado,  através de várias gerações de profissionais dedicados e estudiosos, e onde  se ensina e  se pratica o verdadeiro amor á Pátria.
Nestes breves comentários, não existe a pretensão de fazer um relato mais profundo e  proveitoso do trabalho  que vem sendo executado pelo DNOCS nos seus 105 anos de existência (completa no dia 21 de outubro próximo). Mas há o  propósito somente  de prospectar  uma visão futura da ação a ser desenvolvida por esse importante organismo regional, sediado em Fortaleza (CE), não deixando de glorificar  o seu passado de realizações que constitui o alicerce e a garantia que se projeta para o futuro com o reconhecimento de todo o povo nordestino.
Essa retomada de posição, que visa colocar  o DNOCS na esfera de comando da gestão dos recursos hídricos no Nordeste que é, e  sempre foi a sua vocação natural,  cuja competência já foi demonstrada ao longo de sua história com o reconhecimento de várias entidades brasileiras e internacionais, entre as quais o   Comitê de Grandes Barragens que, na década de 70,  afirmou, em uma de suas reuniões,  que era a única entidade no Brasil que fazia a gestão dos recursos hídricos de seus açudes para usos múltiplos. Para comprovar a vocação e a competência do DNOCS na área de gestão dos recursos hídricos bastaria lembrar que foi ele quem instalou e operou  a primeira rede hidrométrica básica do Nordeste recebendo o reconhecimento do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica-DNAEE, com o qual foi firmado, no ano de 1979,  um convênio para operação da rede fluviométrica do Estado do Piauí. Devido ao relativo êxito alcançado, os dois organismos federais resolveram ampliar o Acordo e firmaram um Convênio com a participação da Companhia Hidro Elétrica do Rio São Francisco-CHESF, desta vez abrangendo, não só o Estado do Piauí, como o Estado do Ceará. Tanto no primeiro, como no segundo caso, o DNOCS foi o executor, tendo utilizado suas equipes de hidrometristas lotados nos Serviços de Hidrologia das suas respectivas Diretorias  Regionais.
São inumeráveis exemplos, como os que acima foram  citados, que credenciam  o DNOCS reivindicar, dentro de cada bacia hidrográfica do Polígono das Secas, a exceção da bacia do Rio São Francisco, o controle técnico ou a gestão dos usos da água, como modernamente se anuncia, em consonância com a Política Nacional de Águas  estabelecidas pela denominada Lei das Águas, de Nº 9433, de janeiro de 1997 e com os Planos Estaduais de Recursos Hídricos. Em suma, dentro deste esquema operacional, caberia, também, ao DNOCS gerenciar o Projeto de Integração do Rio São Francisco às Bacias do Nordeste Setentrional, cabendo-lhe relacionar-se a outros organismos, tanto no plano federal, como no estadual e, até mesmo, no municipal.

(*) Cássio Borges é engenheiro civil, ex-Diretor Regional do DNOCS e de sua Diretoria de Estudos e Projetos tendo se especializado em Recursos Hídricos pela Escola Nacional de Engenharia e Pontifícia Universidade Católica, ambas do Rio de Janeiro.

OBSERVAÇÃO:
O Projeto da Transposição de Águas do Rio São Francisco para a Região Setentrional do Nordeste Brasileiro obedeceu a cinco fases distintas até a sua elaboração definitiva no primeiro mandato do Presidente Lula da Silva, tendo como Ministro da Integração Nacional o ex-governador do Ceará, Ciro Ferreira Gomes.  Praticamente participei intensamente da segunda e terceira fase  mas devo esclarecer  que não tive qualquer participação no quinto estágio das discussões desse projeto na qual o ex-Ministro Ciro Gomes teve brilhante e decisiva atuação diante da forte resistência dos que se opunham à aprovação desse empreendimento. Porém ressalto que em todo o período das discussões, a partir do ano de 1978, estive sempre presente contribuindo com artigos, palestras e  debates na imprensa falada, escrita e televisada de todo o Brasil,  visando esclarecer a  opinião pública nacional da importância desse projeto para a região nordestina. No documento, acima  transcrito, de minha autoria, faltou dizer que sempre defendi esse projeto com, no máximo, 70 m3/s, entretanto na sua concepção definitiva os canais foram concebidos e estão sendo construídos para transportar 126 m3/s. Nos meus argumentos eu dizia que a vazão de 70 m3/s era como se fossem construídos em nossa região cinco açudes do porte do Açude Orós que tem uma vazão regularizada de 12 m3/s. No meu entendimento já seria uma grande conquista, além dos custos do empreendimento que poderiam ter sido significativamente  reduzidos. Sem falar que os custos de manutenção dos canais e equipamentos do projeto, em sua totalidade, seriam igualmente substancialmente reduzidos. O artigo “Projeto São Francisco”,  foi publicado na Revista Conviver, editada pelo DNOCS e BNB em outubro de 2009 por ocasião das comemorações dos 100 anos de fundação daquele extraordinário Departamento Federal. (Cássio Borges)