Seja bem vindo ao "Blog do Borjão"

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

PETROBRAS SERÁ ‘SELETIVA’, MAS ‘MUITO FIRME’ NO LEILÃO DO PRÉ-SAL, DIZ PEDRO PARENTE
Petrobras será "seletiva" nas ofertas que fará no próximo leilão de áreas do pré-sal, que será realizado nesta sexta-feira (27). A estatal, no entanto, será "firme" nas propostas que fará para as áreas que vê potencial de produção. A afirmação foi feita pelo presidente da empresa, Pedro Parente, em entrevista exclusiva ao Jornal da Globo. A edição de quinta-feira trouxe mais informações sobre o leilão e sobre a participação da Petrobras na disputa. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza nesta sexta-feira (27) as 2ª e 3ª Rodadas de Partilha de Produção, as primeiras com o fim do monopólio de exploração do pré-sal pela Petrobras. São ofertados oito blocos nas duas rodadas. Se todos forem vendidos, a União arrecadará R$ 7,75 bilhões com os bônus de assinatura. Leia a seguir a íntegra da entrevista de Parente:
Qual a expectativa da Petrobras sobre o leilão de sexta-feira?
Nós temos uma expectativa bastante elevada porque são dois leilões somente de áreas no pré-sal e, como nós vimos no leilão passado, essas áreas que têm um potencial de óleo na camada do pré-sal. Existe realmente um potencial muito grande e um interesse muito grande no contexto mundial.
A Petrobras foi protagonista no último leilão. Pretendem novamente ser protagonistas?
Há um dado importantíssimo que é o fato de que, como nós temos uma perspectiva de investimentos definida, nós temos que ser bastante seletivos. Você vai lembrar que no último leilão nós fomos muito seletivos. De mais de 150 blocos em disputa, fizemos bid (oferta) apenas para oito desses blocos, ganhamos em sete deles, um deles perdemos. Em seis desses blocos estivemos em parceria com uma grande empresa americana, a Exxon.
A Petrobras vai manter a estratégia de parcerias?
Sem dúvida porque num setor que é como o de exploração de óleo e gás em que os investimentos são muito elevados e o tempo de maturação destes projetos também é bastante longo. Além disso, os riscos dessa atividade são riscos importantes. Parcerias ajudam muito na redução de necessidade de capital e também na redução dos riscos. Então parcerias são uma coisa que se usa usualmente na exploração tradicional de óleo e gás em todo o mundo e a Petrobras certamente vai estar olhando parcerias para a sua participação nesses próximos leilões.
O tamanho da participação da Petrobras nessas duas rodadas já está pré-definido ou pode mudar?
A Petrobras tem por lei direito de preferência na exploração das áreas do pré-sal. Das oito áreas em oferta nós definimos que queremos ter o direito de exercer este direito de preferência em três destas áreas. Mas não somos obrigados a ficarmos limitados a essas áreas onde já declaramos direito de preferência. Pode ser que no contexto das negociações destas parcerias surja a oportunidade de participar em outras áreas e nós estaremos olhando. Mas é claro que isso sempre levará em conta aquela questão da seletividade e da avaliação de potencial de cada uma dessas áreas que estão em leilão.
O Brasil não fez leilão das áreas de pré-sal há anos. Esse é um momento importante de retomada?
Esse é um momento de fato extremamente importante porque a gente sabe que como outras indústrias a de óleo e gás também enfrenta desafios muito importantes, seja pelo lado da oferta - porque hoje existe o shale gas, o óleo que é produzido nessa nova tecnologia, e isso aumentou muito a oferta de óleo no mundo. Portanto, existe um desafio pelo lado da oferta, mas existe também pelo lado da demanda, com uma crescente consciência global a respeito de uso mais eficiente de combustíveis fósseis e mesmo combustíveis renováveis, de baixa carbono. Portanto, é uma indústria que está em desafio e, portanto, o País ter a oportunidade de aproveitar os recursos que tem disponíveis de óleo e gás e numa condição de preço que ainda é econômica é importante. O País de fato ficou muito tempo sem fazer leilões. Só fez um leilão de campos na área do pré-sal. E retomar isso com um calendário definido, como o governo está fazendo, e com todas as mudanças regulatórias que foram feitas, isso trouxe um novo ânimo para o setor, uma nova perspectiva, muita animação, uma demonstração de interesses importante.

BRASIL TEM ALTA DE 8,9% NAS EMISSÕES DE GASES DO EFEITO ESTUFA EM 2016, DIZ ONG
O Brasil teve uma alta de 8,9% nas emissões de gases de efeito estufa em 2016 em comparação com ano anterior. É o nível mais alto desde 2008 e a maior elevação desde 2004. O relatório foi lançado na quinta-feira (26) pela ONG Observatório do Clima, em uma nova edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Foram 2,278 bilhões de toneladas brutas de gás carbônico (CO2), contra 2,091 bilhões em 2015. Isso representa 3,4% do total produzido no mundo, colocando o Brasil como o sétimo país que mais polui. Leia o relatório completo.
Este é o segundo ano consecutivo de alta. Os anos de 2015 e 2016, juntos, tiveram uma elevação acumulada de 12,3%. A organização chama a atenção para a redução no Produto Interno Bruto (PIB) nestes dois anos, com um recuo de 3,8% e 3.6%. A pesquisa relaciona a alta das emissões no ano passado ao crescimento do desmatamento na Amazônia, que chegou a 27%. O índice de emissão por uso da terra também aumentou e atingiu 23%, respondendo a 51% de todos os gases emitidos pelo Brasil.
AGROPECUÁRIA
Segundo o Observatório do Clima, a agropecuária é a principal responsável pelos gases do efeito estufa – 76%, uma soma entre emissões diretas (22%) e as emissões por uso da terra (51%). Entre 1990 e 2016, o setor emitiu mais de 50 bilhões de toneladas de CO2. No setor de energia, que antes da crise econômica apresentou uma alta nas emissões de gases, ocorreu uma queda de 7,3%, índice também ligado ao investimento em energias renováveis. As emissões relacionadas à geração de eletricidade caíram 30%. De acordo com o relatório, é possível associar essa queda à redução da participação das usinas termelétricas fósseis.

AMAZON VAI VENDER FECHADURAS INTELIGENTES PARA ENTREGAR PRODUTOS DENTRO DA CASA DO CLIENTE
A Amazon anunciou nesta semana o Amazon Key, um sistema de câmeras e fechaduras que os clientes controlam remotamente para permitir que entregas de mercadorias sejam feitas dentro de suas casas. É possível criar senhas temporárias para que amigos e outros profissionais também tenham acesso ao interior de suas residências. A ferramenta, em elaboração há mais de um ano, pode ajudar a Amazon a conquistar compradores que não estariam em casa para receber uma encomenda e que preferem não arriscar que suas encomendas sejam roubadas se forem deixadas do lado de fora de suas moradias. O sistema também sinaliza as ambições da Amazon no crescente mercado de dispositivos de segurança doméstica, onde compete com a Nest, da Alphabet. "Isso não é um experimento para nós", disse Peter Larsen, vice-presidente da Amazon Delivery, em uma entrevista. "Esta é uma parte fundamental da experiência de compras da Amazon a partir de agora". Os membros do serviço premium Amazon Prime podem pagar US$ 250 por uma câmera controlada pela internet e uma fechadura. Os entregadores são orientados a tocar a campainha ou bater quando chegam à casa de alguém. Se ninguém recebê-los, eles pressionam "destrancar" em um aplicativo móvel e a Amazon verifica seus sistemas para certificar o entregador e o pacote diante da casa do cliente. A câmera transmite vídeo ao vivo para o cliente que, remotamente, pode assistir a entrega do produto comprado em sua casa. O entregador não pode prosseguir com outras entregas até que a casa seja novamente trancada. Não está claro se tais proteções convencerão os clientes de que o serviço é seguro. Larsen afirmou que com base em testes do sistema pela companhia roubo "não é algo que acontece na prática". O novo serviço será lançado em 8 de novembro em 37 cidades dos Estados Unidos, informou a empresa.

Nenhum comentário: